sábado, 31 de dezembro de 2011

O que eu posso oferecer alem do meu amor?

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Começo dizendo que sou uma boba e serei sempre.

Tenho muitas duvidas, muitos "se" e por muito tempo não me permiti viver, queria ser diferente, enxergar as coisas de outra forma.

Penso sempre que atrapalho em alguma coisa, necessito de mudanças, tomo decisões pelos outros e ainda acho certo, confesso, às vezes desejo parar de existir, mas aí ouço uma voz dizer "Mãe!" e aí eu desisto do meu desejo, as pressões são grandes e quando se acha que tem um porto seguro, eles não cuidam do atracadouro e então eu encalho.

Como mãe queremos o melhor para os nossos filhos e às vezes o que achamos que pode ser o melhor, porque queríamos ter outra vida, acabamos os prejudicando. Ouço criticas por fazer algo e por não fazê-las também, sempre sou errada e os dígitos da minha idade não querem dizer nada, pois sempre serei uma adolescente inconsequente e influenciável, serei sempre alguém que nunca passei perto de ser e aquele que acreditava em mim se foi, hoje nos vigia.

Fico a pensar se existem pessoas por aí que entendam o que estou passando, vejo tantas aparentemente bem resolvidas, arriscando com seus filhos e ao pensar nos "se" da vida a única resposta é que é só recomeçar.

Vivo uma disputa interna do que pode ser certo ou errado, penso em sacrificar minha felicidade para fazer feliz os outros e por pensar desta forma ouço "broncas" dos amigos, parei com tentativas, sou o que sou e não pretendo mudar tanto.

Olho para você ao dormir, vejo o seu sorriso, a sua segurança e sua jovialidade, sem medos, sem receios e por muitas vezes penso que sou um atraso, alguém que poderia dar passagem para você crescer mais rápido, fico pensando se realmente você não tem duvidas de sua escolha.

A única certeza que tenho é que devo arriscar, devo sair daqui, devo tentar viver minha vida mesmo que isso tenha um custo caro e que "se" houver alguma possibilidade de retorno eu consiga não retornar, pois ouvirei e viverei tudo de novo.

Sei que repenso quando às vezes age como meu passado, quando fala abertamente da sua vida por muitas vezes me dói, pois ainda acho que queria vivê-la novamente, pois os anos se passaram, ouço elogios de muitos e por tudo que passei as palavras escutadas parecem contos ou agrados para ver meu sorriso.

Se pareço diferente às vezes é porque estou a pensar minha vida sem você e não enxergo coisas boas, se estou silenciosa é o momento em que mais te observo, sei que você sem mim não será diferente, mas minha vida sem você será o que vivi muitas vezes e confesso que não é nada legal.

Então, vou tentar ser menos para aproveitar mais...


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Depois de tanto tempo uma noite insone surgiu...

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Sufocante a sensação que o pudor tem de travar as palavras que querem sair em forma de desabafo, aquelas palavras que não necessitam de um entendimento e sim de um alento, frases que não precisam de conexão, relação ou pontuação, mas sim de alguém que as escute.

Sinto-me como se tudo que fizesse fosse incorreto, sinto-me impotente diante de tantos acontecimentos, decisões que podem ser fatais me fazem repensar quem sou, onde estou e para onde vou.

Ciente daquele que me faz viver e sobreviver a cada pensamento ruim. Sei, que se em algum momento pensei em partir ele foi o primeiro a me olhar e me fazer importante, é o único que não ressalta os meus defeitos, que mesmo com a cara inchada de choro continuo a ser a mulher mais linda, que mesmo nervosa sou a única em que ele vai olhar e dizer que ama, que mesmo errada parecerei correta, que mesmo silenciosa e triste parecerei a mulher mais guerreira que ele conhecera.

Hoje a agonia tomou conta do meu coração, quando estou sozinha e a mente não cala a boca relembro o que me deixa para baixo e me pergunto muitas vezes, por que isso acontece? Será que é aquele bichinho chamado medo?

Ele me consome, me deprecia e deixa o meu olhar fosco. Tenho vontade de sair por aí sem destino e sem intervenções, torcendo para que não lembrem de mim e que ao mesmo tempo, querendo ser lembrada e carregada no colo, ouvir palavras doces, ser importante para alguém como um dia eu fui...




terça-feira, 29 de novembro de 2011

É preciso falar...


Palavras desmedidas sem sentido dão vazão a confissões profundas que crescem sem raízes, mas que se alimentam de sentimentos diversos.

Cultivamos o que semeamos, florescem aquilo que cuidamos, muitas vezes tentam nos convencer com pensamentos opostos para abalar o seu bem estar, para dissolver um sorriso, para que ao invés de brilho no olhar haja lágrimas a escorrer.

É preciso falar, extrair raízes de parasitas que sugam a sua seiva, secando o que há de mais puro dentro de ti.

O não é necessário, o sim, essencial e dizer o que pensa, sem pudores, sem censura, sem animosidade, é pertencer a um grupo quase extinto de fiéis a si mesmo.

As atitudes geram consequências, sejam elas boas ou ruins, somos caçadores do equilíbrio no desequilíbrio da vida que levamos e ainda sim, perdemos tempo comparando a nossa tristeza com a miséria alheia.

Para quê?

Para sentirmos melhor por termos mais?

É hipocrisia sorrir por pensar que o outro está pior que você.

As comparações devem ser feita dentro de sua vivência, escolher entre como você está e como desejo estar é o primeiro passo para novas concepções de vida, as opções se oportunizam e os caminhos aparecem.

Eu, hoje, escolho ser feliz e você?

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A beleza está na luz emitida, mesmo na escuridão da noite, as estrelas tem seu charme.


Ainda é pela manhã.

Ouço os pássaros, os carros, a campainha tocando, o movimento dos talheres na cozinha, o rádio ligado, os vizinhos gritando, o cachorro latindo e mesmo assim adormeço por alguns segundos em meu leito próxima a janela.

Uma brisa acaricia minha face e junto a ela um feche de luz se esquiva iluminando o caminho até os meus olhos que repousavam.

Calmamente vou me dando conta que estava adormecida, piscando lentamente vou me acostumando com a claridade e ao mesmo tempo percebendo meu corpo, cansada de tantos bombardeios mantenho-me em silêncio, posso ouvir minha respiração e meus pensamentos quase no mesmo ritmo, é tão bom sentir-se assim, ninguém pode me ouvir, posso ter em mente qualquer coisa.

Com os olhos entreaberto vejo através da fresta da janela o céu cinza, mas isso não quer dizer que a ausência daquele azul saturado é um empecilho para apreciar-lo. A luz difusa realça lugares que eu não enxergava quando estava condicionada aos saturados de um dia sem nuvens.

Um arcanjo mandou o recado. Ele que tem o dom da cura e que foi enviado para "ensinai-nos a viver sobrenaturalmente, elevando sem cessar nossas almas, acima das coisas terrenas", trouxe de volta a pessoa que desejava e que havia me conquistado. No romper da madrugada compartilhamos suas palavras e algo mudou em mim, daqui pra frente nada será como antes.






quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O Céu está chorando

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Duas noites insones

Um dia entregue ao obscuro de uma mente cansada

Dominada pela solidão de pensamentos pessimistas, abrindo janelas para sentimentos corrosivos, faziam-me sentir a razão da caixa de Pandora se abrir e todos os males da humanidade fluírem, sentia-me um estorvo tão grande que não havia força para levantar da cama.

A prostração era meu refúgio dos problemas que aconteciam e as lágrimas eram gotas do sabor de entrega. Se é que esse tipo de delação pode ter sabor.

As horas passavam e o silêncio da solidão calava e sufocava aquele músculo pulsante que guardo dentro de mim, tantas razões corriam e buscavam rapidamente recordações dolorosas que rasgavam minhas entranhas e dilaceravam os sentimentos puros, tornando-me uma pessoa que eu não desejava ser.

Sem conseguir distinguir se haveriam motivos ou razão para tal alimento da obscuridade fui dando vazão a voz que vinha do coração e o silêncio calou-se, permitiu assumir erros e tocou profundo.

A dor faz parte de muitos processos, são sucessivas mortes das partes que não lhe cabe mais, é um espaço dado para que se possa mudar o cultivo e assim moldar da melhor forma.

A melodia que ouço tranquiliza um humor inconveniente, as ondas do mar que avistava daquele banco de madeira que a muito não me fazia retornar, acalmam meu espírito e renovam meu ser, não posso viver sem essas ondas que me acolhem, a brisa vinda do horizonte refrescava minha mente e me preparava para o retorno ao trabalho.



sábado, 29 de outubro de 2011

Um dia estranho com aprovações duras

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O dia não tinha sido bom, o cansaço e o stress chegavam tão rapidamente como um sopro do vento em um dia cinza.

No trabalho ressentimentos inesperados, mais uma vez atingida por grosserias e palavras dolorosas, pelo telefone, a procura de conforto, um bombardeio de palavras ríspidas e acusadoras, as lágrimas imediatamente escorriam a face pasma de um fim de tarde bem estranho.

Fim de expediente, uma impaciência corria cada pedacinho de sua formação física, um respirar fundo para buscar a paz interior e as perguntas inconvenientes viam acompanhada de piadas, de momentos de descontração em cima do aborrecimento alheio. 

Um desejo sedento de estar em um único lugar, aquele em que ninguém tem permissão de entrada, a minha própria mente. Enquanto as luzes corriam pela janela do carro, os caminhos levavam ao seu espaço compartilhado por uma família dissolvida, que ainda tem esperanças de recuperação.

O seu olhar dizia que algo acontecera, os movimentos circulares da chave na porta silenciavam aquela noite,  passos lentos e subíamos as escadas, enquanto cada um encontrava um cômodo confortável para si, ele precisava sair e com um coração vitimado, enforcado pela aflição, o ar tornava-se rarefeito e a água gélida caia sobre sua cabeça, escorrendo quente e lavando a alma, após sua saída ela dirigiu-se a cama e decidiu aguarda-lo, as mãos tremulas e certa de que não tinha certeza de mais nada.

O telefone toca e do outro lado a frase clássica em que nada está bem..."Não durma, desejo conversar com você". Os minutos passando lentamente e a ansiedade ninava seus pés, os olhos foram vencidos pelo cansaço, as horas correram e a luz do quarto se ascendeu, nesse momento o tormento, as aflições, uma dor no peito abriam caminho para as lágrimas que escorriam uma a uma transformando-se em um rio corrente em dia de chuva.

E foi assim que não dormimos e que os pensamentos desordenaram-se, a imaginação ficou fértil e enraizou, sem flores, sem jardins e um único pedido, faz o que for da sua vontade seja na minha divindade ou na sua e que a resolução seja breve tendo ainda você comigo...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Eu me demito

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À aqueles que não creem em mim.


Prezados Senhores,


Por motivo de força maior, ao qual não tenho mais condições físicas e mentais de lutar ou me desvencilhar, venho por meio desta, apresentar meu pedido de demissão de um dos cargos que ocupo nesta empresa há  nove anos.


Vejo que há muitos desempenhando o mesmo cargo que fora designado apenas a mim naquele momento em que entrei pela porta desta conceituada empresa, vejo também que quando assumo uma postura mais rígida sou denominada de "infantil" e "influenciável", o que me chocou no momento em que soube, mas relevamos para sobreviver. Às vezes me pergunto se estou errada, pois todos divergem das opiniões que tenho, todos tem um modo de ver em que eu discordo, a única a ser apontada, a única em ser julgada, então assumo, pode ser que eu esteja realmente errada e assim prefiro parar de tentar solucionar essa questão, prefiro "abrir mão" para poder continuar nesta empresa conceituada chamada VIDA, ocuparei outro cargo que sei que tenho a capacidade de desenvolver-lo, porém não compete mais a mim. 


Mesmo assim, expresso o meu interesse em desligar-me imediatamente e solicito a dispensa do cumprimento do aviso prévio, caso não seja possível devido a urgência, cumprirei até Dezembro.


Sem mais, espero que possa entender a minha decisão que até o momento será irrevogável.


Atenciosamente,


Olhos Negros Afogados 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Mudanças "nem sempre" são bem vindas


Há pouco tempo conheci uma pessoa. Fisicamente ela se parecia muito comigo, confesso que foi bem assustador, às vezes eu tinha a sensação de estar me olhando no espelho.

Ela estava na calçada quando a vi pela primeira vez, sentada e cabisbaixa, franzia a testa enquanto sussurrava lamurias, as pernas inquietas seguiam o ritmo do estalar dos dedos, até que ela percebeu a minha presença e notou que eu a encarava, nesse momento tudo parou.

Ela me olhava, e em seus olhos era perceptível as decepções e a tristeza, desviei por alguns segundos e ela se aproximou, não conseguia emitir nenhuma palavra e também não conseguia sair daquele lugar. Os seus olhos me mediam dos pés a cabeça e sua mente não conseguia entender porque parecíamos tanto.

Enquanto nos observávamos, uma a outra, resolvi fazer a primeira pergunta: 

- O que está acontecendo?

Nesse momento um sorriso no canto da boca surgiu e como se houvesse encontrado a resposta para todas as sua indagações ela me respondeu:

- Não sabia até você aparecer, havia me perdido e com essa memória curta nem imaginava quem você era e agora sei que somos uma e que nos perdemos em algum momento. Somos o "Yin" e o "Yang" e separadas somos o desequilíbrio. Tenho estado farta de muitos acontecimentos e imagino que você também, não me sinto plena e por muitas vezes percebo que a solução não passa de atos desesperados.

Haviam passado apenas 40 minutos e parecia que estávamos a horas nos falando, lembrei-me de algumas palavras que escuto sempre e diz mais ou menos assim: "O homem não muda ele melhora". Infelizmente as mudanças nem sempre são bem vindas, mas desta vez eu optei não melhorar, optei desistir de lutar, assumi essa parte esquecida e abandonei a outra sentada na calçada, fiz uma troca injusta, eu sei.

Comecei a indagar algumas coisas, tais como: Sorrisos para quê ou quem? Estou escolhendo esquecer os motivos para sorrir. 
E aí vem as perguntas, comparações de muitos: E quem não tem nada e mesmo assim sorri? Não me venha com essa! Não vou ficar feliz em cima da miséria alheia, desculpe, mas a realidade não me conforta, os bons motivos deixaram de existir e aquele óculos cor de rosa está em algum lugar que não faço questão de achar.

Percebi que assim como existem pessoas com vocação para cantar, tocar, escrever, ser mãe, ser pai, entre outras coisas, existem também a vocação para estar sempre em grandes dificuldades, seja ela de ordem física ou emocional, igual aquela música de Tim Mais: "E na vida a gente tem que entender que um nasce prá sofrer enquanto o outro ri.."

Então aprendi que o primeiro passo é aceitar as condições impostas, o segundo é sobreviver (esqueça tentar viver) e o terceiro é não ser mais quem sou, isso! Renegar o que eu achava certo, renegar o que agradava os outros, apenas renegar uma pessoa que sempre fui e assim sobreviver na seriedade de dias ensolarados ou não.

Sobreviver apenas para polir meu diamante e ver-lo viver, ele sim tem que viver cada segundo, ele sim tem que lutar.

Sem mais despeço-me de um mundo recheado de carapaças e visto uma para poder fazer parte da hipocrisia geral.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Carta de despedida?! Espero que venha no meu findar natural....

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Há muito que venho silenciando-me, partilhando o "restinho" de poucos sorrisos quando escolho não pensar, quando resolvo ser uma árvore dançando aos assobios do vento.
Para quem me vê, continuo frondosa e até mudada, cabelos crescidos, unhas grandes de uma mulher balzaquiana, roupas adequadas para a ocasião, não mais artista e muito mais o que devo ser, não mais moleca e muita mais mãe.

Infelizmente luto contra cupins que me consomem internamente como um câncer sem cura. Engulo comprimidos que me rasgam o esôfago, que criam úlceras e nada solucionam.

Tenho minutos de grandes emoções, muitas vezes acompanhada ou até mesmo só, são pedaços inesquecíveis em que revelo-me grandiosa, porém é triste o estado de felicidade, porque incomoda tanto que prefiro estar aqui, nesse limiar de poucos passos ao fim.

Confesso que nessas 48 horas de primeiros dias de "TPM" pensei em como começar uma carta de despedida, me imaginei diversas vezes fora do mundo de pessoas que são meus pequenos mundos, pensei na falta que sentiria de cada uma delas e então percebi que aqueles que optam por esse caminho precisa estar muito certo do que fazer, precisa saber que borrariam um passado e que "deletariam" um futuro que provavelmente seria promissor. 

Quando esse vulcão de emoções resolve acordar, a explosão pode ser ouvida a quilômetros de distância e o desastre, felizmente, não chega a ser fatal, e é na exatidão do calor que observo o que tenho pela frente e que nenhuma ventania, tempestade, furacões, terremotos, enfim, desastres irão impedir de reconstruir uma cidade inteira, sou plenamente consciente de que o vigor nunca é o mesmo e que a opção de desistir aparece com mais frequência, é muito mais cômodo deixar o ônibus passar para depois pegar outro mais vazio e se não vier vazio que venha o próximo.

Tentador, não é?

Então, apesar dos impedimentos em campo quando estou prestes a realizar o gol, apesar de grandes quantidades de lágrimas derramadas, apesar do rosto inchado, tenho pessoas especiais que estão comigo em qualquer ocasião, em qualquer ligação, em qualquer pensamento, independente da distância ou da disponibilidade.


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Revirando um baú de memórias que não se perderam

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Muitas vezes olhei este mesmo horizonte e infelizmente foram em momentos de infortúnio, mesmo assim, enquanto as lágrimas escorriam minha face e um nó na garganta dificultava engolir, conseguia encher o peito e agradecer sem ser piegas ou sonhadora, fazia isso porque, por pior que as coisas parecessem ser eu sempre tive esperança que ia passar.


Depois de um tempo passei aceitar os acontecimentos e seguir, não queria saber se era para frente, para trás ou para os lados, eu simplesmente seguia. Estava cansada de reprises em minha vida, era como se um filme repetisse diversas vezes sem finais felizes, era como se eu fizesse uma limpeza para que os outros seguissem, já estava me acostumando com os "repetecos" que a vida me dava, pensava se seria minha missão ser faxineira de passados ruins (risos), até que as coisas mudaram, eu havia vivido tropeços, ninguém me dizia o que fazer e se eu realmente estava errada quando eu errava, se eu havia sido intolerante quando eu era intolerante, eu não sabia a diferença de ser grossa ou  estar indignada. 

Estou reaprendendo a caminhar e agora me vejo perdida, procurando por algo que me conecte aquela sensação de que estar feliz é prenuncio de tristezas longas e sombrias, e não encontro essa sensação. Diversas vezes notícias boas me dão arrepio de medo o que não deveria ser, mas também não sei me desvencilhar desse desejo inconsciente.

Joguei muita coisa fora e arranquei raízes que me faziam mal, desmatei ervas daninhas que roubavam a seiva de árvores frondosas, sei que ainda tenho mágoas incuráveis e peço todos os dias que eu consiga sarar, acredito que tenho "perdões" que ainda não foram perdoados e chegar a esse estado sublime nem com muita meditação, os imperfeitos amam mais e não procuram razão de explicar, são incuráveis e sedentos e assim sou eu.

Não procuro salvação, mas tenho uma "carta na manga", a minha mente, a minha mão direita, um papel em branco e caneta para que hajam desabafos que poucos ouvidos suportariam escutar e poucos corações ousariam entender, estou armada, mas não com as armas de Jorge (risos) e por algum motivo retornei aqui, onde vejo o horizonte, sinto a brisa e ouço o mar...











sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Frio na barriga e a certeza dos meus erros

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Choro porque não consigo definir palavras, 
Calo-me para não piorar os erros que cometi, 
Abaixo a cabeça e ouço as ofensas porque não me sinto no direito de revida-las.

Muito do que penso guardo para mim, 
Talvez seja um dos meus maiores defeitos, 
Se passo por certas dificuldades não consigo partilhar, 
Tenho ações que me julgam e me condenam e desvencilhar desse modo de ser torna-se um árduo fardo.

Estou aprendendo a lei da observação, 
Escuto com atenção e se mudo é porque acredito que devo. 
O coração sangra de amor e mágoas, em certos momentos há uma hemorragia que preocupa-me se terei cicatrização ou seria necessário uma transfusão. 

A resolução de boa parte desse desequilíbrio que me consome é a distância visual, de longe amarei mais, cuidarei mais e nas visitas esporádicas a valorização será maior.

Por enquanto, tento manter o equilíbrio apesar de estar no limite...

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Uma carta de pedido

Foto: Lu Kiwi

Ao Sr. Moros,

Deus dos destinos e sortes, faça-me entender o que devo fazer, os caminhos escolhidos comumente são bem árduos, é fato que aprendo, mas sofro na mesma proporção, seja pelos erros alheios ou meus e a culpa sempre recairá sobre mim e o que antes poderia ser uma conversa, torna-se queixa.

Estou tão perdida nessa máquina voadora chamada vida, são tantos botões, manivelas e comandos que olho para o lado e não há nenhum instrutor disponível pois estão sempre muito ocupados para me notar, e se realmente quero voar a solidão será minha professora mais próxima, deverei correr riscos suicida.

Pensando bem, o que é a vida se não possibilidades de morte?

Então, despeço-me humildemente como todos os mortais deveriam fazer e aguardo um breve retorno, uma luz, um sinal ou uma carta.




Mais uma vez

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Enquanto nos preocupamos tanto com esse ser, que se desenvolve perante meu cuidados e olhos, para que não se sinta um peso, ele segue tranquilo e quem se sente peso aqui, sou eu.

Muitas vezes abdiquei das minhas vontades para que tudo fluísse harmonicamente, como a composição de uma bela melodia, para que eu pudesse manter quem eu amo ao meu lado, e se em algum momento desafinasse, o erro era do maestro que não soube conduzir, e aí o fatídico: "Eu tentei" apareceria.

Estou em mudança constante, porque tenho a certeza que não sou boa como deveria, a todo tropeço ouço críticas de como eu deveria ser, de como sou complicada, engulo meus argumentos e assumo o erro, que nem sempre são erros eu e sim um desvio na mensagem, mas infelizmente tudo parte de mim.

Acredito que nesse momento os erros me assumiram e não o inverso, estou em um espaço ao qual não pertenço, se entro silenciosa interpretam que eu estou triste, se entro sorrindo fazem cara de absurdo, pois, em meio a tantos problemas financeiros, não entendem que ainda há motivos para sorrir.

Às vezes me pergunto se a maior parte da minha felicidade foi com você naquela madrugada chuvosa, acredito que o meu erro é tentar, então desculpe-me, mas a partir de hoje paro de tentar, farei uma lista sem fim e entenderei os interesses de cada um, farei o que desejam, sentirei falta das minha vontades e assim resgato o que não foi embora e que cai novamente em meu caminho, pode ser destino, carma ou que quer que seja, deve ser.

Em um passado distante acreditei que podíamos mudar nosso destino, já que tínhamos uma ferramenta tão poderosa nas mãos, o livre arbítrio, mais uma vez, estava errada.

Enquanto escrevo sinto uma dor no peito, o coração em pedaços escorre e embrulha meu estômago e ao mesmo tempo um sorriso na face esvai, os sons começam a distorcer me confundindo, as pessoas apenas passam e o os olhos negros são embebidos de água salina enquanto aguardo o meu retorno para a rotina diária de ser sugada no trabalho.

Dentre o cardápio de opções que tive acesso, escolho engolir sapos para que eu possa usufruir do conforto dado ao meu filho, se calo-me e o sol se esconde entre nuvens, tenho meu dia cinza, mas com isso posso tornar oportuno para que o Sol brilhe para muitos, o que é uma gota em um oceano? quem sou eu para mudar alguma coisa?

Hoje faço algumas escolhas e dentro delas manter-se tranquila é um bom escudo para não me machucar, ouvirei e aguardarei momentos melhores, noto que às vezes, o meu sorriso pode ser um tormento, só o que posso dizer é: "Adeus tentativas e bem vinda aceitação".



sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Silêncio





As palavras adormeceram em meus lábios, e o que tinha para dizer calou-se.

Meus dedos estão dormentes de tanto permanecerem na mesma posição. Ainda parados, eles aguardam um parceiro para bailar pelas letras dispostas no teclado e assim construir a desconstrução das minhas indagações.

Em diversos momentos surgem textos, poesias e poemas, mas quando levanto-me e sacudo a poeira o vento os leva como se fosse folhas caídas em pleno outono em uma ventania de inverno.

O tempo corre como se disputasse uma olimpíada e ao mirar naquela poça d'água que antes era minha, nos meus choros incontroláveis e diários, o reflexo mostra as marcas de um tempo que passou e assim descolore os fios negros dos meus cabelos, o que antes eram apenas a posição da luz, agora são problemas resolvidos.



terça-feira, 26 de julho de 2011

Oração

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Olhem por nós
Orem por eles
Somos filhos da terra
e apadrinhados do Sol

A água que corre, grita sua liberdade
Vejo uma nau ao final, ela não navega
ela devasta, expulsa os donos da terra
e esconde a verdade

Para os desesperados que só enxergam
o reluzir dos cifrões, os machados e foices
são indumentarias que carregam e matam

No progresso, os conscientes sofrem,
os inteligentes discutem e os espertos
atropelam e estão no poder, falam do progresso
e tentam convencer que onde se devasta há o crescimento.

Ó povo sofrido que dos seus ancestrais extraem a sabedoria e
a força para lutar pelo que pertence a todos...

Façamos mais, façamos por nós!


Vídeo gravado em Salvador no Show de encerramento do desafio de bandas no Bahia Café Hall.
Banda: Scambo

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Quando estou, só ela me acompanha


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Em poucos minutos voltei a falar com aquela intrigante menina de olhos negros, percebi suas presença quando seguia o mesmo caminho de sempre.

Estava distraída, cabisbaixa e consumida por pensamentos, quando tive a sensação de ser seguida, de que alguém espreitava os meus passos, apressei-me e lá estava ela.

Lembro-me que em um passado recente escutei tantas vezes sua lamurias e que deixou-me pensativa em noites solitárias. Agora, o silêncio que me pertenceu nos instantes que a escutava alimentou-se da minha fome e tirou-me o apetite para as delicias que eu carregava, demorei a me recompor, parti encaixando os fatos e tentando encarar, ergui a cabeça, parei e no horizonte o sol se derramava no céu, mostrando que o hoje iria se findar e o que era para ser mudado havia se tornado passado.

A bela menina de olhos negros não continuou, partiu mais uma vez sem eu perceber e assim eu segui, sentei uns instantes antes de retornar ao trabalho, as delícias que eu carregava estavam salgadas, talvez pela falta de vontade de apreciá-las ou por ter sido apertada pela tristeza da impotência e pela certeza de que o "eu" sempre virá na frente de tudo, independente do que sua imagem represente para o outro, questionei algumas palavras ditas e senti a dor de ter sido flechada, mas agora já havia passado, silenciei-me mais uma vez e mentalmente avaliei, quando alguns fatos insistem em se repetir é porque está na hora de rever e fazer tudo diferente. Resta saber quando, como e se vale a pena.

Tenho sonhos, tenho desejos, tenho ainda força de vontade, apesar dos tropeços e das rasteiras consigo me levantar e persistir e assim prosseguir nesta jornada, posso ter parado para respirar ou ter voltado atrás pois a outra estrada parecia mais segura, mas desistir está fora de cogitação.

Hoje quero estar silenciosa, sem meias palavras ou se quer palavras inteiras, apenas na racionalidade para encontrar as soluções e segui algum caminho...






domingo, 12 de junho de 2011

Eu já vi essa cena um milhão de vezes, mas com você foi diferente

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Findava mais um dia. O sol vazava pelo céu misturando-se com o azul em degradê, a maré dava o tom da sinfonia e o mundo parava para nós dois.

Naquela balaustrada éramos espectadores fascinados pela composição que se formava a nossa frente, falávamos dos acontecimentos recentes, das nossas percepções, da confiança, dos amigos e das nossas mudanças.

Enquanto ouvia suas palavras notei que elas se dissiparam com o vento e em mim latejavam uma mistura de sentimentos puro e que devo confessar, crescente a cada dia. O clima do sábado, véspera do dia dos namorados, era propício para tais demonstrações de carinho, dengo e amor sublime.

Por muitas vezes me pego a pensar que quando esse sentimento era uma semente eu o evitava e assim deixava me levar por corações levianos, porém, como tudo na vida é feito em um sistema cíclico em algum momento eu seria colocada "a prova". Condicionei-me a evitar qualquer sentimento que me levasse ao amor, pelo simples motivo de possuir feridas abertas que gangrenavam meu coração.

Em tuas confissões eu já não estava mais em seus planos, mas por algum motivo retomamos e possibilitamos estar um no plano do outro, tive medo, pensei em desistir, pois já estava cansada de lutar e a covardia nesses momentos é a melhor opção e você me fez crer, mostrou-me que estaria sempre ali, me fez rever alguns princípios e romper barreiras, como a cada dia que me faz perceber que agora não estou só.

Jardineiro cuidaste deste jardim sem ao menos eu te pertencer e agora estou a progredir e junto a mim estais aqui, que o nosso hoje seja eterno e que continuemos a prosperar juntos.

Sorrio por ter a ti e alegre por nos pertencer.

Feliz dia dos Namorados Casados!




quarta-feira, 1 de junho de 2011

A quem pertence o passado?

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Pertencentes ao que se prende, ao que se carrega e ao que está lá quando se olha para trás.

O tempo passa, a jornada é longa e a paisagem muda ao modo que avança. Equívoco! A verdade é que a paisagem não muda, continua a mesma, você que muda e é aí que o seu passado tem um peso maior ou menor.

Então concluo que o passado a mim se faz pertencer, pode ser que nesse estágio da vida muita coisa já aconteceu e outras aconteceram, mas o passado é seu e você faz dele o que quiser e bem entender, às vezes quero que ele volte a tona para poder enfrentá-lo e só assim fazer-lo sucumbir nesta poeira de mausoléus resolvidos, mas por muitas vezes prefiro nem saber que se quer ele existiu.

E a vida corre nesse curso de rios perenes que são contrastados por pequenos rios intermitentes. As vezes flui e por alguns períodos de estiagem tendem a morrer, seja algumas esperanças ou seja o racionamento das farturas que se fazem necessárias.

Mas o passado?
Ah passado!
Esse sim há de ser passado.

E se não for?
Pode torna-se um dia um ponto de referência para alcançar sempre o melhor.



quinta-feira, 26 de maio de 2011

Retorno

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Ultimamente meus dias tem sido curtos em demasia, inquietos, na verdade, sem brecha para os meus pensamentos.

Permito-me retornar ao meu cantinho de mundo, lugar que consigo navegar em sentimentos diversos de recordações, assuntos que vivi ou que de vez em quando são regurgitados parecendo aquela bola de pêlo que trava na garganta do gato e incomodam até o segundo em que se deixa se perder em tamanha imensidão.

Tantas vezes que volto aqui sinto-me diferente, enxergo detalhes outrora não percebidos. E assim paro e comparo, cada pedacinho, cada movimento.

Os dias permanecem iguais se não nos apegarmos aos por menores. São os detalhes que fazem o seu viver diferente. É um bom dia sussurrado no ouvido, é um beijo roubado enquanto reclamas do trabalho, é uma flor amarela roubada do jardim e posta no cabelo despretensiosamente, é o toque no ombro quando os pensamentos pesam, é um sorriso em meio as lágrimas, é o silêncio na aflição, são tantas coisas, tantos sonhos.

Quando retorno aqui, e em especial hoje, agradeço por dádivas que colhi nessas jornadas após alguns traumas. Em momentos de angústia estive por aqui de passagem, consumi em brasa meus pensamentos enquanto o sol me acolhia, em momentos de felicidades gargalhei folgadamente recepcionada pelo ir e vir das ondas orquestrando melodias calmas e em momentos de paz oportunizei conhecer seres iluminados que ao som do toque marcante do berimbau me presentearam com palavras necessitadas de ouvidos.

Aqui vivencio a paz inquieta, a liberdade sossegada, a intensidade no pensar, o sentir de estar. Permito-me chorar alegrias, permito-me lagrimar mágoas quando se fere a alma e assim permito-me respirar profundo quando o peso se vai no rompante deste vento que passou sem pedir licença.

É um cenário perfeito nas imperfeições da realidade local. Esse cantinho de mundo que me dominou desde a primeira vez que o vi, sempre será o meu confessionário publico, partilhado em milhões de indagações e afirmações.



domingo, 15 de maio de 2011

Terapeuta? Para quê?

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Muitas vezes me pego a pensar o quanto sofri e nunca disse nada aos meus melhores amigos, muitos não souberam o que houve.

Sempre pensei que podia preocupá-los com meus problemas banais se compararmos a tantos problemas que nossa sociedade vive.

Desejosa de poder ajudar e frustrada por não fazer 1/3 do que buscava quando era adolescente. Com ideias de ser ativista ainda entrei no Greenpeace, mas a corrupção e a política é tão doente que se enraiza feito uma erva daninha e suga toda a saúde de uma planta sadia, então resolvi abster desse cargo e assim veio a descrença e com essa palavra veio cargas e mais cargas de decepções em todos o âmbitos de que o cidadão comum pode prover, desde a relação com a sociedade, quanto na relação afetiva.

Terapeuta? Para quê? Precisaria, se pudesse pagar por eles, mas aí a vida vai passando e as prioridades vão surgindo, filhos, pais, pagamentos, trabalho e assim às 24 horas do seu dia tornam-se pouca para o que se tem que fazer, os outros vão subindo e ocupando o primeiro plano que antes era seu e você cada vez mais busca razões para não pensar e assim seus dias são apenas tentativas de deixar de existir, se fosse possível, é claro!

A saúde já não responde como há 10 anos atrás, os problemas emocionais tornam-se vírus dentro do seu organismo, debilitando os seus anticorpos e te consumindo, e quando os sintomas dessa gripe atingem o seu subconsciente, travamos, o medo é um dos piores sintomas, ele aciona a sua memória visual e sinestésica e a reação é ficar estática diante da situação.

Confesso! O objetivo dos meus textos é tentar acabar com essas mágoas que tanto pesam no meu corpo. E o intuito da vida é repassar esses flashes como se fosse o "vale a pena ver de novo" da Globo (plim! plim!), para que assim a razão pondere o que vale a pena e o que pode ser mudado para valer a pena.

Quando reconhecemos nossos erros e nos permitimos corrigi-los ou fazer diferente, transcendemos um nível. Tentarei perdoar e ser perdoada, confessando e quem sabe parar por aqui com essas ideias de concepções desordenadas...





sexta-feira, 13 de maio de 2011

Estamos sendo espionados

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Os medos nos seguem
Sabemos quem são e não o vemos
Sabemos de onde vem, mas não o vemos
Sabemos onde encontrá-los, mas não o vemos
Sabemos quando está instalado, mas não o vemos

Se não o vemos, como sentimos?

Medos
Do mesmo jeito que vieram não espero que partam,
controlo minha mente para que desapareçam nas cinzas do amanhecer
e no escuro de uma noite sem lua resolvam mudar de ideia e tornem-se liberdade.




segunda-feira, 9 de maio de 2011

Por fim, enfim, afinal, tudo tem seu ponto final

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O que passou

Se findou e assim, finda a tarde

novas surgirão, manhãs, tardes e noites


O verão que foi

Mudou de estação, virou inverno e no outuno caiu

e a primavera floriu


Pertenço a um cenário

Compondo os retratos de novos artistas da vida

Hoje são apenas histórias

Curtas como um "gibi"

Talvez longas como um livro

Divertidas como contos de fadas ou

Um sonho de uma noite


O que se finda afasta

Diz adeus

Os reencontros são passagens de bom dia, boa tarde e boa noite

E a vida carrega

Descarrega

Aprende com novas chances que são dadas


Vive-se com amor

De coração puro oportunizamos situações adversas

São novos sentimentos com velhas emoções


E assim os filmes vão e vem

As melodias são remasteirizadas

e as artes renovadas

domingo, 8 de maio de 2011

Feliz dia das Mães!


Sim! Sou mãe. Com todo o significado que essa palavra pode ter.

E o que é ser mãe?

Colocar em palavras o que é ser tal função designada pela natureza torna-se complicado, porque não poderás imprimir tanto fervor de ser o que é em apenas palavras. Mesmo assim compartilho o que é ser mãe para mim.

É dedicar, é amar incondicionalmente sendo capaz de perdoar todos os defeitos e assumir seus erros na permissividade quando ele olha daquele jeito manhoso e diz: "Deixa, vai!".

Um dia você já fez isso!

É olhar para ele e não querer sair mais nunca do seu lado, é saber que vai criar para o mundo, mas mesmo assim quer que ele continue com você, é sorrir quando ele diz que você é a melhor mãe do mundo, é chorar quando sabes que o tempo está passando e ele está ficando um rapaz, é ter medo de errar, mas mesmo assim arrisca, é estar triste quando o que você mais quer é que ele te ouça para se preparar para o percalços da vida. E ele nunca vai te ouvir, mas você vai estar lá para dar colo.

Ainda não entendia o valor da data até hoje, pois a sociedade trata como algo comercial, o que não deveria ser. É irônico o quanto é interminável nosso aprendizado, ao ouvir de alguém que ama que suas atitudes são estranhas, são diferentes, só porque você não acredita naquilo ou nisso, isso desperta uma interrogação na sua cabeça e você para pra pensar, rever alguns valores, alguns pensamentos e reformula ideias.

Recorri a internet e pesquisei. Por que hoje seria considerado o dia das mães?

Achei! E agora sim, acho muito válido comemorar, não com presentes, mas com amor, não com almoços ou jantares, mas com respeito e união, com um olhar e as palavras mais sinceras: "Mãe, eu te amo!"

"O Dia das Mães também designado de Dia da Mãe teve a sua origem no princípio do século XX, quando uma jovem norte-americana, Anna Jarvis, perdeu sua mãe e entrou em completa depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a ideia de perpetuar a memória da mãe de Annie com uma festa. Annie quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas. Em pouco tempo, a comemoração e consequentemente o Dia das Mães se alastrou por todos os Estados Unidos e, em 1914, sua data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson" (Wikipédia)



quinta-feira, 5 de maio de 2011

Simples assim

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Olho pra você no meio da noite e estais a dormir, sonhas com algo bom pois um sorriso teima a aflorar no canto da boca.

Me pego também a olhar pra ti quando estais a falar, falar sem parar, preocupado nas formas de sobrevivência nesta sociedade capitalista.

Os pensamentos devaneiam e sonham. Sim! Eles tem vontade própria, eles andam e divagam em ideias insanas sem nexo, complexo.

Vou para tão distante e retorno, sabendo que tudo para mim foi por acaso e com ele surgiu o "eu caso", simples assim!

Ouço tua voz dizer dos planos, dos anseios, dos desejos e dos sonhos alcançáveis e se não são, você acredita e sempre dá um jeito.

Fico com aquele sorriso bobo quando me põe no colo e suas mãos se perdem nos meus cabelos, e é gostoso se sentir assim.

Assumo que posso ser boba a toda instante, principalmente quando consegues me desmontar com suas análises de um excelente observador e me dá toda a certeza de que a felicidade está nas grandes realizações do coração.

Hoje sou mais feliz do que os "ontens" que tive em meu calendário e este resultado eu posso afirmar que me deste a oportunidade de descobri-lo, de arriscar, de apostar na meia luz de uma madrugada de confissões, comprovados em melodias, susurros, olhares, sorrisos, toques, abraços, palavras e declarações...ações.






segunda-feira, 18 de abril de 2011

Uma das madrugadas insones que não costumamos ter


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Olhos nos olhos e um nó na garganta, sua voz ecoava dentro dos seus pensamentos.

Aquela ferida de muitos anos atrás havia se aberto e o aperto no peito a sufocou quando ouviu aquelas fulminantes palavras.

Deitou, enterrou o rosto entre os lençóis e fechou os olhos.

Ele não imaginava o quão longe tivesse ido, a vontade de entender o que se passava, a
insegurança que sentias e a vontade sublime que o amor dele tinha de ajudá-la o guiava para tentar entrar em sua mente através dos seus olhos, rasgava-lhe o peito ver seus olhos e ouvir sua indignação da frustração de não ter conseguido dar o passo desejado, de começar a se sentir incomodado.

Ela sentia perder ele aos poucos e somente por sua culpa, a cabeça baixa era para esconder suas lágrimas, sua tristeza surgia por ter que remexer naquele passado doloroso que desejara esquecer.

Para ela é difícil organizar as ideias para que sejam expostas com clareza e coesão, enquanto ele faz tão bem, diz o que quer e o que sente com uma naturalidade invejável. Dominada por um medo aterrorizante de cometer os mesmos erros e de chegar ao fim da mesma maneira, ela não aguentaria, era fato que se a história se repetisse a sua vida sucumbiria e ela sobreviveria apenas aos dias e as noites.

Olhava para aquela porta do quarto deles como se fosse um portal de outra dimensão, achando que, era a melhor opção para o desejo de sua fuga, uma ida para nunca mais voltar, um querer de deixar de existir, de largar tudo e se reinventar, enlouquecer e nunca mais voltar, substituir papeis, deixando a sua base e sua riqueza maior em suas mãos, sabendo que estaria em boas mãos.

Ela se martiriza pelos seus erros tentando esquecer as feridas da vida, compondo um silêncio sepulcral para que essa dor não seja compartilhada, defeito? Não sei. Não entendo deste assunto, faria o mesmo, guardaria nas gavetas os dissabores para que não despertassem os olhares de pena. Guerreira, e assim como guerreiros, ela tinha seu momento frágil.

Ele tem razão, as coisas precisam ser ditas, expostas e não testadas.

Depois desse tropeço que repercutiu em um refletir o dia inteiro e um não se sentir a vontade consigo, acredito que ela vai rever e montar uma estratégia para esse resgate, trazer a sí mesma com vida e para a vida.

E ele continua a ter razão e é por isso que o amor dela ganha cor, desejos e flores...