domingo, 3 de maio de 2009

Chuva

Acordei aos sons dos pingos de chuva que caiam sequencialmente lá fora, a velocidade e o volume da água foi aumentando durante o meu despertar
Levanto! E ao olhar pela janela o mundo encontra-se em preto e branco, parece que a base da aquarela terminou. Sol volte a reinar, eu suplico!
O lugar do rei é ocupado pelas nuvens.
Caminho em direção ao banheiro e mudo a temperatura do chuveiro- adoro banho frio!
O banho quente, sem pedir licença, dominou o espaço.
Deixo a água cair no meu rosto e escorrer pelo corpo, envolvida por uma sensação de acolhimento sento-me no chão frio e canto uma canção, ou melhor, penso em uma canção, ainda não tenho afinação para desenvolver uma melodia, neste momento os meus pensamentos viajavam pelo tempo e espaço, esqueço as preocupações, os minutos, consigo ouvir o coração bater, respiro fundo e saio do banho quentinho.
Enrolada com a toalha saio na varanda e lembro que tenho uma longa jornada, corro para ir ao trabalho, hoje fico até mais tarde.
Na companhia da minha mochila, máquina fotográfica e dois livros, desço as escadas agradecendo ao universo pelas dádivas concedidas.
Entro no carro
Ligo o som
A chuva recomeça
Na avenida ACM não vejo carros
Estou sozinha
Aos poucos a luz do dia vai clareando o meu caminho
Cheguei!
Hora de vestir a farda e ir para a linha de frente (risos)
Enfrento o primeiro obstáculo do dia, quem vai arrumar o café da manhã?
Cadê o pessoal?
Na correria, consigo deixar tudo pronto e com um sorriso no rosto volto ao meu posto
Precisamos de desafios constantes para apimentar as rotinas que nos cercam e terminar o dia com um súbito alívio:
- Missão cumprida!

Um comentário:

Flávio Catão. disse...

Ele sempre volta. As tempestades são comuns nas nossas jornadas, mas no fim ele sempre volta!

Beijos.