segunda-feira, 7 de abril de 2025

Eita que dói!



Hoje fazem 25 anos sem ele, e sinto tanta falta... Tudo lembra a alegria dele,
uma generosidade imensa — para poucos, neste mundão.E se tem uma coisa que ele soube fazer, foi nunca passar por aqui despercebido. Hoje também seria o aniversário do homem que aprendi a admirar com o tempo: um sorriso lindo e uma voz encantadora. Sabia dizer o que você odiaria ouvir, mas era certeiro. Duro, muitas vezes, mas foi com ele que aprendi a ser responsável e cautelosa — até demais. Um homem cheio de medos, mas com um conhecimento vasto sobre muitas coisas. Líder, engajado, justo, charmoso, sarcástico, inteligente. Teve uma infância e juventude muito duras, mas conseguiu mudar sua realidade. 
Hoje, teríamos uma invasão no quarto bem cedinho para cantar parabéns. Teríamos bolo de limão e pudim, Coca-Cola e café. No almoço, bacalhau e conversas sobre nossas aventuras, sobre as histórias do meu irmão, sobre mim... Perturbaríamos minha mãe, e depois você a acalentaria.
Sinto tanta falta de ti. Ainda é muito difícil caminhar sem você. Ainda é muito difícil ser forte para suportar tudo e não sobrecarregar minha mãe. Ainda é difícil tirar da cabeça o seu último suspiro conosco. Ainda é difícil lembrar o quanto lutamos juntos. Ainda é difícil não me culpar, achando que poderia ter feito mais.
Ainda é difícil ouvir Caetano, Gil, Maria Bethânia, Raul Seixas, Sinatra... Assistir a filmes de lutas e mentiras sem ouvir suas gargalhadas. Somos tão parecidos.
Sinto tanto sua falta que choro sozinha. Que silêncio, o aperto no peito. É uma saudade que traz falta de ar, dor no corpo. É uma saudade dupla: não tenho mais você e não tenho mais meu irmão. Desde que Paulinho partiu, seu aniversário virou um fardo. Tentávamos de tudo para que você passasse por ele um pouco melhor a cada ano.
Enfim, Paulinho partiu no dia do seu aniversário. E você, na véspera do meu. Se existir uma outra vida, acho que temos essa dívida... rs


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

A morte - Part1



Parte 1 - A origem

Cercada de crenças, medos e incertezas, a morte tem um peso significativo, seja sobre a vida que levamos, seja na forma como cada um consegue conviver com ela. No Tarot, ela é um Arcano Maior, a décima terceira carta, e traz temor para quem a tira. Seu significado representa transformação, mas nem sempre transformar é ruim. Então, me questiono: quem determina se é bom ou ruim? O que é bom para mim é bom para você também?

Lembro-me da minha primeira perda significativa. Todos aflitos, ouvíamos rumores pelos cantos, sem entender muito bem o que estava acontecendo. Eu era criança e o assunto era delicado: minha tia havia desaparecido na véspera do aniversário da filha. Como era possível? Uma mãe amorosa simplesmente sumir?

Atrelado à conturbada relação com o marido, ao processo de separação e ao suposto envolvimento dele com agiotas, até hoje não sei bem o que aconteceu. Sempre foi um assunto doloroso. Meu pai não falava sobre isso e carregava muito ódio. Lembro que estava no sofá, já fazia mais de 24 horas sem notícias. Era noite, ventava muito. A jaqueira em frente à minha casa parecia assustadora. Do lado de fora, uma penumbra; dentro, a sala escura. Comecei a chorar, sentia angústia. Naquele momento, em prantos, pressentia que não a encontrariam com vida. Era como se o vento trouxesse uma voz aos meus ouvidos, suplicando serenidade e aceitação pelo que estava por vir. A primeira notícia foi de que haviam encontrado o carro dela em um lugar ermo. Depois, a encontraram. Com sinais de violência. Haviam enforcado uma mulher linda, meiga. Lembro-me de como sua filha se parecia com ela e do quanto diziam que eu a lembrava. Foi meu primeiro contato com a morte. Algo trágico. Nada do que eu havia aprendido sobre a lei natural da vida.

As perdas continuam ao longo da nossa jornada. Pelas estradas dos anos, sejam pets, familiares ou amigos, em algum momento aqueles que amamos partirão. Às vezes, com um adeus e um até breve. Outras, com um último olhar. E, algumas vezes, sem nenhuma despedida.

Perdi meu companheiro de longas jornadas, Kiko. Um cocker spaniel branco com grandes manchas pretas, orelhas escuras e um docinho de cachorro. Odiava todos que não moravam lá em casa (risos). Depois, os filhotes de poodle micro toy. Meu amor, Lolo, um chihuahua que tinha medo de tudo e de todos. E, assim, muitas despedidas.

Meu avô João, de lindos olhos azuis, que xingava por minuto, amava rádio de pilha para ouvir os jogos do Bahia, quebra-cabeça de mais de mil peças, jogar buraco e comer farinha com banana (risos). Minha avó Nair, de sorriso largo e carinho imenso. Uma mulher sofrida pela vida, mas leve no que a vida a tornou. Bolinho de baunilha, suco de laranja, cafezinho doce e um dengo sem fim. Apesar de todas as minhas idas à casa dela, eu sempre passava mal de enxaqueca e tristeza. Ainda criança, um medo que não quero revelar. Alguns anos depois, a recordação dela acamada trazia uma dor que despedaçava meu peito. Já não falava, estava magra, não se movimentava. Seu olhar era triste e eu acariciava seus cabelos ralos. Essa visão nunca saiu da minha mente.

Então, fui crescendo e fui entristecendo. Uma nuvem negra pairava sobre mim. Não aceitava a felicidade. Associava momentos felizes ao prenúncio de algo ruim que estava por vir. A morte acompanhava minha vida desde que nasci, já que meu irmão tinha um problema congênito no coração e participávamos ativamente de seus cuidados. Os médicos lhe davam prazos de vida, mas ele os ultrapassava. Eu me responsabilizava por estar sempre perto dele, pois acreditava que assim o protegeria. Mas, infelizmente, não consegui. Ele partiu no auge da sua juventude, com sede de viver, aos 25 anos.

Desta vez, não aguentei a pressão. Nunca consegui pular daquela passarela ou deixar uma crise de asma me sufocar por completo. Pensava na minha mãe. Não conseguiria trazer mais tristeza para ela, que, no auge do seu luto, segurou todos nós. Eu sabia que ela vivia porque ainda restava eu. Assim, me distanciava. Não aceitava. Impedia que ela me acessasse a cada dia que passava. Vivia um ciclo de autopunição e culpa. Endureci. Neguei a existência de Deus. Neguei a fé. Vivia porque não tinha coragem de morrer. Buscava adrenalina diária. Vivenciei momentos dos quais não me orgulho. Meu silêncio era ensurdecedor, pois as vozes na minha cabeça não se calavam. Uma dor que apertava o peito e me deixava sem ar.

quinta-feira, 12 de setembro de 2024

Renúncia?

Neste momento choro e o choro são as palavras desorganizadas que não formam frase, a expressão da dor que sinto sem conseguir montar uma linha de raciocínio compreensível por outros, pois só quem choras sabe o que está acontecendo dentro de si. É um sofrimento em gotas d'água, é um aperto que dói o peito, é a paralisia do seguir em frente e ao mesmo tempo é o que deixamos para trás, é a vontade de estar em um quarto escuro em posição fetal ouvindo o bater do coração, o pulsar do sangue, o som de um respirar mais forte e não sair mais de lá, é se sentir impotente, culpado por permitir que tudo isso impeça de seguir em frente.

Estar em uma semana de alterações hormonais, uma aflição aparente e com todos os motivos de estar assim, um luto que só tem começo, um novo ciclo que está prestes a iniciar e só martela na sua cabeça: "O que você está fazendo com o tempo que tem?" 

Penso se tenho a opção de desistir de tudo, de mim, das conquistas, abdicar das minhas vontades, desejos e percebo que é tão somente vontade, e vontade vem e passa. Desistir nunca foi uma opção, pelo menos pra mim, pois hoje tem um alguém, tem sempre algo, um alento, um conforto, uma palavra que sobressai e faz com que eu continue em frente, que oferece um sopro de vida e não um suspiro de despedida, tem a fé também, que faz a diferença, a fé do invisível, de que por mais que esteja difícil, existe uma chama acesa do que defino como resiliência.

Fico com meus pensamentos, procurando palavras conhecidas que possam chegar perto de significar todos esses sentimentos que estão brotando, busco respostas para o que está acontecendo, peço ao invisível, aos céus, universo, estrelas, lua, sei lá...uma mensagem mais clara, não entendo o que vem pela frente para que precise passar por isso agora, cada um tem suas questões e as minhas não são menores ou maiores de ninguém, não é sobre isso! É sobre como essas questões nos afetam, é sobre mim, é sobre o que vejo, o que sinto, é sobre o famoso botão do "foda-se!" que não consigo apertar.

E assim, dentro da relatividade do tempo, ele passa, as opções reduzem e o que poderia ser escolha é apenas vontade. 


segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Vírgulas

Vírgulas? Pequenas pausas que fazemos durante uma leitura,  uma respiração mais forte ou apenas um suspiro. Talvez um destaque, dando ênfase ao que consideramos importante, relevante. 

Neste suspiro, um respiro, tentando transmitir em voz alta o que é este sentimento. Por muitas vezes, acredito ser impossível e penso em apenas uma palavra que carrega tanto sentimento que muitos temem em dizer e em até ouvir, alguns banalizam e usam sem imprimir a real carga energética que a compõe. 

Ela tem diversas formas, diversas medidas, pode caber em um potinho, pode ser maior do que o infinito,  se é que existe tal grandeza.

Posso escrever poemas, uma música, um texto, posso te dizer baixinho no ouvido ou ao despertar e mesmo assim, será apenas uma palavra forte entoada. Pode ser um mantra, pode ser escrita, pode ser cantada, recitada, pode vir de amigos, mãe, pai, irmãos, filhos, de um olhar, de ações e ainda assim a palavrinha de 4 letras consegue descortinar infinitas camadas do seu próprio existir.

Ofegante, arrepios, medo, um leve desespero de fragilidade e na mente latejando, morde-se os lábios para que, se escapar, não seja cedo ou demasiadamente tarde.

E o que me orbita neste momento? O que meu corpo sente, pulsa, reverbera, se não for o que estou pensando que seja, se não for essa força, acredito que seja algo muito perto, é um vir pra ficar, é um sopro de despertar, é um querer, é um silêncio cheio de barulho e um barulho neste silêncio.

E com os lábios mordidos, com o coração acelerado, friozinho na barriga, arrisco, confio e registro que tudo isso é o meu amor crescendo. Pegou a visão? AMOR.


segunda-feira, 18 de setembro de 2023

Até breve...


Aceitar a ida de alguém, sabendo que não voltará, aperta o coração de uma forma que escorre a dor pelos olhos. Poucos dias atrás,  um amigo, que mora fora do Brasil, nada sabia do que estava acontecendo comigo e acalentou meu coração contando um sonho que teve... ele começou dizendo: Mandaram eu te dizer que nas próximas semanas você terá uma decisão importante a tomar e que você não pode ter medo do que virá com essa decisão...pois será ela o pontapé da sua vida de cura.

Meu pai lutou bravamente e Deus em sua infinita bondade permitiu dividir os dias com ele, permitiu que eu pudesse cuidar dele, dizer eu te amo todos os dias, fazer massagem nos pés,  ouvir Raul Seixas, Maria Betânia, Chico Buarque e o excepcional Frank Sinatra. Permitiu que eu pudesse literalmente carregá-lo,  dizer que ele não estava dando trabalho e sim oportunizando a filha  cuidar de um pai que tanto cuidou de mim. Era um homem duro muitas vezes, mais um avô de coração mole, apaixonado pelos netos.
Vê-lo sofrer era um martírio...e mesmo assim, o sorriso no rosto iluminava todos ao redor, realizamos suas vontades, uma Coca-Cola gelada em casa, um pudim no hospital feito com tanto amor pela equipe de nutrição e pelo pedido da médica, só gratidão pelo carinho e cuidado.
Agora fica a lembrança do sorriso maroto, de suas piadas de quinta, dos nossos passeios de braços dados no shopping Barra, você de óculos escuro e eu com a farda do trabalho, todo mundo olhando e pensando: "Com toda certeza é golpe, lá vai a novinha com o coroa". Quantas vezes brincamos com os baristas, dizendo que eramos um casal e ao aparecer sozinha, eu dizia que tinha terminado, pois você era muito velho pra mim, eram momentos de gargalhadas.
Você me fez paciente com sua intransigência, me fez forte e independente, me fez ser profissional no meu trabalho e dedicada sempre. Agora temos que continuar essa jornada sem sua presença física, nesta saída triunfal, até na sua partida você se preocupou se já tinha chegado a minha data de aniversário,  foi na véspera (risos). Prometo cuidar do meu chaveirinho, minha mãe que é um ser iluminado, do neto mais velho que mais parece meu irmão,  e é claro que deixo pensar, só que ele me chama de mãe (risos) e dos pequenos, sua fadinha e seu tenente.
Hoje será sempre especial! Uma cerimônia de partida e uma celebração de muita vida.
Te amo!

domingo, 6 de agosto de 2017

Ser avó é fantástico!


É um amor de cuidado, dengo, cheiro, vontades, sorrisos e de muito trabalho para a mãe e para o pai.
Avó é uma cantiga de roda animada, é biscoito de goma na mesa, avó é perfume no ar e pele gostosa com hidratante para cuidar, vó é pudim na geladeira e um banquete a espera de alguém, vó é um sorriso no rosto quando os netos a chamam de “Vovó”. Pode ter muitos netos ou apenas dois, o amor não se divide, ele se multiplica, não há prediletos, há sempre netos.
Sabe aquela vovó que ficava no sofá, assistindo novela com o tricô na mão, enquanto o vovó jogava gamão? Ficou nos filmes antigos, nas histórias infantis, a avó de hoje, se arruma para dançar, frequenta cursos, pulam de paraquedas, andam de bicicleta, fazem ginástica, pilates, Zumba, colocam salto para o baile e tênis para um passeio na orla, vão ao teatro assim como vão ao cinema, as avós de hoje podem até ajudar na criação de seus netos, mais com liberdade de ideias, asas na imaginação, as avós de hoje usam maquiagem e cabelos coloridos, amarelos, pretos, prateados, rosa e até o roxo.
Vivemos outros dias, outra vida, outro mundo, precisamos sim ter um dia para lembrar que somos avôs e avós, necessitamos de respeito, carinho e compreensão. Precisamos da paciência de um sábio e da energia de uma criança, precisamos do amor incondicional de ser mãe duas vezes ou pai, precisamos da bagunça encima da cama, das lutas com dragões imaginários ou dos bailes no castelo de uma princesa.
Quanto mais o tempo passa, rajadas de sabedoria e problemas resolvidos pintam meus cabelos, antes negros, clareiam meus dias e irradiam orgulho ao me olhar no espelho, com toda sinceridade sou uma avó moderna, que joga bola, que empina pipa, que faz cafuné e mima os meus netos.
Ser avó não é só fantástico é simplesmente extraordinário!

Feliz dia dos avós.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Alcateia Wolf




Rodeados de histórias que passam pavor, os lobos são vistos como sanguinários, malvados, que atacam sem pensar. Lembro-me da fábula de Chapeuzinho Vermelho, de filmes de terror, entre outros, que representam o quanto os homens o temem e por temerem, agem de forma irracional e individualista, tentando acabar com o que não conhecem.

Ao contrário desse imaginário, os lobos são inteligentes, dignos e respeitam os seus iguais, vivem em alcateias que são sua família, independente de laços saguineos e como em toda família há lideranças, hierarquia, rebeldia, desavenças, proteção, lições de moral, respeito...

Uma alcateia é liderada por um alfa que toma as decisões para a sobrevivência, um beta que assume o comando secundário e um ômega que vem logo abaixo desta hierarquia e que ajuda na criação e proteção dos filhotes, são como "bode expiatório".

Faço uma analogia com a família Wolf, ao qual considero também minha família, poucas vezes sinto-me em casa, quando estou fora dela, poucas vezes fui tão bem recebida, poucas vezes pude sentir tanto carinho, portanto parabenizo pela organização, pelo lugar aconchegante, pelo serviço de primeira, prestado por todos e o mais importante, pela atenção "derramada" a mim e a pequena lobinha.
Obrigada por tudo e espero que estejamos juntos por muito tempo.

terça-feira, 8 de março de 2016

Mulheres - Por Carla Palmeira

Imagem: Google

Mulheres de fases, faces e atitudes;

Mulheres de luas nova, crescente, cheia e minguante;

Mulheres de idades e verdades, de belezas diversas;

Mulheres guerreiras, filósofas, madames, cientistas, esposas e mãe.

Somos um pouco de cada uma ou muito de todas, podemos, sentimos e fazemos, seja ontem, hoje ou quem sabe no futuro, o que nos falta é espaço, pois ousadia temos desde que nascemos. As mulheres sonham com o possível, realizam o impossível. A sua beleza não está no seu biotipo (magra, alta, loira, morena, olhos claros...), está na sua essência e caráter.

Somos inventoras do nosso ser, sempre que a vida exige um pouco mais de nós, estamos nos moldando e sendo um pouco mais para a vida, somos as geradoras de novos seres, sejam eles criados em nosso ventre ou sejam aqueles seres que enxergamos no reflexo do espelho. Somos capazes de ser complexas, completas e incompletas, em questão de segundos podemos ser o que quisermos ser.

Quando a maturidade chega, se instala tão rápido quanto a inconsequência consegue fugir, pouco nos importamos com o que os outros pensam, se queres algo que não queremos, não ficamos a resmungar, procuramos por alguma coisa que geralmente é bem mais interessante.

Um dia para comemorar nosso dia? Não!

Um dia para nos fazer lembrar o quanto ainda temos que percorrer por uma sociedade menos machista, um dia para fazer-nos lembrar o quanto somos fortes, independentes e que não vivemos sem vocês, homens. Um dia para nos conscientizar que se vocês não nos reprimissem não estaríamos pleiteando igualdade nos direitos de uma sociedade em que geramos.

Hoje, 8 de Março, comemora-se o Dia Internacional da Mulher para homenagear as lutas feministas por igualdade, justiça e respeito. É só isso que queremos, é só por isso que geramos polêmica e que por tantas vezes fomos as ruas gritar.

Seja hoje, amanhã ou qualquer dia desse, nos valorize, nos abrace, torne nossos momentos juntos sutis. Como diria a composição de Samuel Rosa e Nando Reis

"Sutilmente

E quando eu estiver triste
SIMPLESMENTE me abrace
E quando eu estiver louco
SUBITAMENTE se afaste
E quando eu estiver bobo
SUTILMENTE disfarce..."

Queremos tão pouco para o mundo em que conquistamos dia a dia.

Parabéns mulheres por onde conseguimos estar!




quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Luz da madrugada

Madrugada insone após algumas horas de sono profundo e sonhos sem significados, acordei e despertei meus pensamentos que não param de criar.

O quarto escuro desligam meus olhos e projetam situações diversas, procuro alguém para conversar e me ninar, preciso voltar a dormir, pois daqui a pouco tenho que levantar, decido não entrar na solidão virtual, whatsapp, porque sei que não irei dormir. Levanto e perdida e vagarosa, deixo meu leito para a solidão de uma luz no meu rosto, o celular. As palavras de confissões vem surgindo desordenadas e meus dedos maestram o que pode ser um simples texto.

Paro, silencio-me e tento levantar-me para seguir com o sono.

Ao me mexer sinto uma das minhas cadelas em meus pés, encostando a cabeça para um simples carinho, como se falasse, " Calma! também estou aqui".

Faço um cafuné gostoso, o sorriso aparece, e caminho em direção aos braços de Morpheu, para que ele me guie ao meu sono perdido.

Obrigada pela parceria desta noite, ou melhor desta madrugada insone que me roubou o sono.

Boa noite!

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Confissões de um coração cheio

                        Google Imagens


O celular desperta, sinto um frio na barriga, um medo que estava adormecido acorda com o alarme, tento voltar a dormir e o sono já me abandonou. Sento na cama ainda desnorteada com o sonho que tive, admiro por alguns minutos meu companheiro dormir e me pergunto: o que o faz ter esta atenção e paciência comigo? 
Fico "Zanzando" pela casa buscando respostas que não encontro, fico triste ao me bater de frente com meu passado que luto para esquecer, que temo se repetir.
Carrego uma culpa que por muitas vezes acredito ser só minha, leio sobre diversos assuntos tentando achar um conselho, um olhar diferente. Acho que me perdi no meu profundo eu, acho que entrei e uma casa de cabana e não quero sair de lá para não me machucar, acho que não consigo me colocar em primeiro plano, acostumei em receber críticas e de nunca ser perfeita para nada. Hoje eu acordei atordoada, ou melhor, cética de quem eu sou ou do que eu poderia ser. Deixei de buscar razões nos roteiros de velhos filmes, porque de tanto vivenciá-los consigo saber o desfecho do final, por isso não proíbo, não discuti, não emito opinião...

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Ao mestre com carinho


Imagem: google

Hoje comemora-se o dia daquele que tem a profissão como sacerdócio, pois exige dedicação, amor e compreensão, o hoje tem uma data e um dia especialmente para eles, hoje, 15 de outubro, homenageia-se os nossos queridos Professores.

Por nossas vidas já passaram diversos, que eram devidamente grandes mestres, cada um com sua virtude e que nos inspirou em momentos diferentes de nossa jornada. Muitos lembramos com saudade, eram verdadeiros pais com açúcar, outros eram ditadores, poucos tinham a liberdade de ser conselheiros, amigos e principalmente protetores.

O professor é um semeador cuja sua maior habilidade é cultivar terrenos de todos os tipos por meio de instrumentos, no mínimo, peculiares, usar o dom da oratória para ter olhares sedentos de conhecimento não é fácil, usar o amor para ter o carinho de pessoas desconhecidas é mágico, usar o olhar para ter respeito de diferentes culturas é no mínimo um dom. O educador é essa pessoa real que paga as contas de casa no final do mês, que sofre, que chora, que sorri, que tem decepções e alegrias, mas ao mesmo tempo, o mestre é um ser mítico, que lança sementes aqueles que serão homens e mulheres no futuro, sua missão permite mudanças incríveis, renova e significa a nossa presença neste mundo em que vivemos.


Feliz Dia do Professor!

terça-feira, 6 de outubro de 2015

O que é a tristeza se não um sentimento de Sinto Muito!


Ô sentimento que dá um nó na garganta, um vazio no peito e um frio na barriga. As palavras não saem, os olhos caem e a seriedade toma conta de ti.

Ô sentimento que engrena os pensamentos mais complexos, as lembranças mais obscuras, e as reflexões profunda.

Ô sentimento que empobrece a alma, que para o tempo, te deixa mareado e deixa chover em seus olhos.

Ô sentimento que rouba a luz do sol, que apaga as cores do céu e que nos deixa sem visão ampla.
Ô sentimento que não permite que seus olhos visualizem o horizonte, nem ao menos persiga aquela gaivota no mar.

Ô sentimento que nos permite o não querer, mas sem poder, que permite enxergar onde colocarei meu pé esquerdo depois que tirei meu pé direito.

Ô sentimento que me tens agora como prisioneira e não me deixa escapar.

Ô sentimento que me deixa duvidas de quem é o prisioneiro e quem aprisiona.

Ô sentimento que me coloca no colo e me deixa refém, nesse ciclo sem fim de dias cinzas, de neblina e frieza.

Esse sentimento que opõe a felicidade, rouba seu coração, te abandona ao relento e não passa de sentidos e sentimentos.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Ser ou não ser

A cada primavera fico em reflexão:
Mudar para agradar ou mudar para melhorar.

Sou um espirito livre que sonha em alçar grandes voos, que espera por companhia, que deixou de planejar para não criar frustrações desnecessárias. Ciclos se encerram e recomeçam, o despertador toca uma musica ao fundo, acordo lentamente e decido ser diferente, saio do atual plano e enxergo tudo de cima, assim bem pequenino, ao retornar penso em dar os primeiros passos, aos poucos menos inércia e mais atitude,  menos criticas e mais aceitação, menos submissão e omissão e mais "cara na tela". 

Quando se quer com muita força, há de conseguir qualquer coisa, então eu quero, eu posso, eu acredito!
 

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Segundos

Na janela do carro, com os ventos a mexer nos meus cabelos, os pensamentos surgem. Penso em que lugar poderia estar, com quem e como, olho para o céu a procura de uma resposta que nunca encontrarei, meu reflexo é projetado no retrovisor do carro mostrando-me. 

Quanto tempo passou e o que me tornei? Muitas vezes vejo o melhor de mim, outras vezes enxergo a pior parte, me censuro, critico, condeno-me!

 Em uma prisão sem fim surgem novamente as duvidas. 

Opto por mudar sempre, sair da zona de conforto, desbravar o mundo ao redor. A consciência me acompanha para realizar as escolhas quando a vida lhe oferece oportunidades, solitude, solidão no olho do furacão, amoleço. A chuva refresca o calor intenso, faz frio e os pensamentos voltam a me aquecer, coração dispara em uma sinfonia sem fim e então paro! 

Aos poucos o que parecia tempestade tornou-se calmaria e transporto-me ao meu canto especial, projeto-me e volto a enxergar o reflexo no espelho dos olhos negros que deixei no passado. Primaveras são assim, transformações turbulentas e dolorosas de venenos da selva de pedra e recordações.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

"O que levamos da vida é o que ela leva de nós".


Cada um tem uma história para contar, uma experiência para compartilhar, uma lição para nos dar e o conselho a ofertar.
Não importa quem você pode ser ou a quantidade de problemas que você carrega, o que importa é como você vive e o que você faz de sua vida. 
Há um legado a ser deixado por ti, uma história para ser escrita e o que mais desejo é fazer de minhas ações história, é fazer do meu sorriso uma marca e é fazer dos seus olhos admiração.
Então viva mais, sinta mais, coloque intensidade naquilo que te faz ser o que é, assim indigentes entrarão em extinção e o que seria um capítulo se tornarão trilogias de referência.
Hoje começa uma nova jornada e não estou pronta para seguir, mas vou colocar uma vírgula e permitirei me aprontar durante o percurso de parágrafos, pontos, conectivos, pronomes, verbos e o que vier.


quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Mais um dia de tempo curto



No relógio os ponteiros travavam uma corrida desenfreada, aquele corredor após as portas de acesso restrito pareciam intermináveis, queria correr para chegar logo, mas o ambiente não permitia.
Ao chegar, olhei pela porta e nos vimos, ele sentado de olhos apaixonados ao me ver, emocionou-se, meu coração disparou, as mãos começaram a suar e nas janelas da alma a chuva insistia em molhar.
Mudei de assunto, falamos de tudo, de mudanças, rotinas, vontades e entre um papo e outro eu fazia sua barba branca. Aos poucos sua fisionomia se tornava mais saudável, o sorriso no rosto aparecia, o leão guerreiro adormecido acordava com sede de levantar e minha esperança em ter ele logo conosco aumentava mais, breve estaremos rindo a toa e falando besteira.
Sinto o seu sacrifício e as dificuldades que tem suportado, mais estamos juntos passando por isso, o importante é que tudo passa, tudo passará.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Relatos de uma filha apaixonada pelo pai



As lagrimas salgadas e límpidas encheram as janelas da alma e vieram diversas vezes a face na hora da despedida diária quando encerrava o curto tempo de visita.
Foram momentos de apreensão, expectativa, ansiedade e o mais doloroso, foram momentos de reviver lembranças que nos remetem a saudade de alguém que partiu.
O cheiro de éter, os jalecos de cores diversas, os corredores longos, o barulho das rodas das macas passando não nos trazia medo, nos trazia preocupação, passar pelo mesmo processo tudo de novo? O que mais deveria ser aprendido? Com muita fé em Deus e em Nossa Sra Aparecida tudo foi devidamente esquematizado, a quantidade de dias, as horas esperadas, o sacrifício do ir e vir e administrar o tempo,   fomos preparados para enfrentar mais uma delicada etapa com muita parcimônia, dividindo, compartilhando e principalmente emanando amor.
Em um breve momento, em um repentina hora chegou o dia, era no horário do almoço, dia de resoluções de problemas, tarde de calor e sol forte, mudanças, a correria, o desconforto da ambulância, a sirene e a internação. Foram 24horas de muito medo e de incertezas, palavras de conforto e orações fizeram parte da nossa semana.
Amanheceu o dia, a impaciência tentava me dominar, a vontade de estar perto dilacerava o meu eu interior, lutava contra o tempo, paramos, fizemos uma oração e entregamos na mão de Deus a liderança da equipe medica.
Percebi sua presença e daqueles que o acompanhava, sabia que meu pai não estava sozinho, senti sua luz.
Sem notícias e com uma esperança enorme, aguardamos, passaram-se horas eternas, até que no meio da tarde surgi o iluminado, com a voz mansa, um rosto cansado e um sorriso leve no rosto, nos chamou no canto, tirou o celular e nos mostrou o que foi feito, víamos as artérias bombear o sangue, o coração pulsava em um ritmo acelerado e a palavra que nos fez derramar em lágrimas, foi: SUCESSO
Demorou mais 40 minutos, que no meu relógio pareciam horas, abre-se a sala de cirurgia e surge ele, meu pai, homem bom que se fez grande com as jornadas da vida e os leões do percurso.
Aguardamos mais umas "décadas" até poder ver-lo acordar, abrir os olhos ainda atordoado, mas com a certeza em que nenhum momento ele fora abandonado por ti e que ao seu lado uma equipe de luz ainda operava em prol de sua saúde, emocionante o choro que rasgava meu peito.
Sou grata por tudo pelos momentos intensos que estou vivendo desde as minhas primaveras.
Ver-lo bem, lutando pela recuperação é no mínimo valioso. Nosso corpo não é nada diante do que somos capazes de ser. Fé é a palavra de força nesse momento....

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

UTI de amor ao próximo aos seus e aos meus


 Foto: Carla Palmeira

Em meio a multidão, sozinha.

Onde tem festa, bebida e comida de todos os tipos, eles estão lá.

Gargalhadas, conversa fiada, muito barulho por nada, cada um com o seus, cada qual com as suas, um cartão de crédito em uso e o reino do "eu na noite".

Cenas repetidas nos aniversários, nos finais de semana e nos encontros. Nem tudo que é festa é feliz, interesses rolam e desenrolam e eu de espectadora fico triste com tanta falsidade e egoísmo. O ser humano está a cada dia mais desumano.

O que vejo é simples, uma mulher guerreira que apenas deseja ir em lugares diferentes em que o dinheiro menos importe, que o amor e o respeito seja o seu forte e que a família que formou seja o seu orgulho. Lugares que te proporcione sorrisos verdadeiros, novidades culturais e experiências inesquecíveis, para que a bagagem de partida seja leve e prazerosa. Mas não contamos com a fragilidade da nossa matéria, o corpo nada mais é que nossa materialização de energia, uma matéria frágil que nos prega peças e nos mostrar o quanto somos dependentes uns aos outros.

Castelo de areia, onda levou e o que restou foi a fé e poucos ao seu redor, superei meus traumas, lembranças e mais uma vez volto aqui,  neste espaço intranquilo no meu ser e sereno no passar, superando-me e fazendo os que os poucos de sangue poderiam fazer.

Triste pensar que o normal é estarmos sozinhos com nossas crenças e quando mais precisamos de ajuda dos nossos, vejo desmoronar como uma pirâmide de cartas defronte ao ventilador.

Voltando a escrever e infelizmente com pensamentos de desabafo por pensar que mesmo que haja remédio para as pessoas o tratamento será intensivo. Encerro o dia de hoje desejando que todos desfrutem de uma UTI de amor ao próximo.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Minha estrada


Imagem: Pinterest

Choras 
Sofres por conta dos outros

Não dormes
Afligindo o seu pensar.

Emagrece
Aquele alimento não te satisfaz.

Embarga tua voz ao desabafar 
E então, afogas em rio de águas salgadas tão límpidos quanto a sua alma dolorida

Fecha-te os olhos
Tens um pesar pela sua situação e adormece ao sono dos justos perturbado pelos injustos

Pisa-te em terras firmes que desmoronam em ligações provocativas
Esvaem-se os sorrisos de quem sempre pertenceu

Derradeiros olhos negros que perdem o brilho ao olhar para trás
Vives hoje o que enxergaste antes, crescera com os erros sobrepostos.

Assumiste um fardo grande que tentas solucioná-lo
Os passos são dificultados cada vez que levantas a cabeça e torna-se forte

Magoaste sem intenção para não ser mais magoada
Mudaste com quem mudou contigo

Para toda atitude há de surgir uma consequência, assumiste tal caminho e seguiste em frente, soltaste as amarras e em vida faz-se o viver.

Jornada difícil,  árduos caminhos e mesmo assim ajoelhaste e agradecera o dia que surge e as batalhas necessárias travadas.

Começaste uma nova era, não existirão ganhadores ou perdedores, existirão conquistas e a fé em Deus, pois o que tenho e o que preciso carrego comigo...